Carta a um desconhecido
Escrevo para alguém que talvez nunca leia — o que, pensando bem, é o melhor tipo de leitor.
Caro desconhecido,
não sei seu nome, e você não sabe o meu. Isso nos coloca em pé de igualdade, coisa rara hoje em dia.
Se você está lendo isto, é porque alguma curiosidade o trouxe até aqui. Fique o tempo que quiser. Não há nada para comprar, nada para assinar, nenhum formulário para preencher.
Só peço uma coisa: se algum dia me reconhecer na rua, não diga nada.